Categoria: Português

  • Senado aprova PEC que impõe fim da escala 6×1

    Senado aprova PEC que impõe fim da escala 6×1

    O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impõe o fim da escala de trabalho 6×1. A decisão marca um passo definitivo para a alteração das regras de jornada de trabalho no país, impactando diretamente a estruturação de equipes corporativas.

    Votação e Tramitação

    A aprovação no Senado ocorreu com expressiva maioria. Durante o processo legislativo, a PEC foi submetida a dois turnos de votação, procedimento exigido para alterações no texto constitucional. O resultado final registrou 75 votos favoráveis à medida e apenas um voto contrário.

    O modelo 6×1 é caracterizado por seis dias de atividade profissional seguidos de um dia de descanso. A aprovação legislativa que impõe o fim dessa modalidade reflete uma mudança estrutural nas relações trabalhistas, com especial relevância para empresas que operam em regime de turnos contínuos, como as do setor de varejo e serviços.

    Encaminhamento para Promulgação

    Com a aprovação em dois turnos pelo Senado, o texto segue agora para a etapa de promulgação. No rito legislativo brasileiro, as Propostas de Emenda à Constituição não dependem de sanção do Poder Executivo. A promulgação representa a declaração formal de que a emenda foi aprovada, momento em que passa a integrar a Constituição.

    Para investidores, executivos e gestores de recursos humanos, o avanço da matéria exige atenção ao planejamento operacional. A transição para novos modelos de escala demandará adaptações nas rotinas corporativas assim que as novas regras entrarem em vigor de forma definitiva.

    Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Para orientação sobre casos concretos, consulte um advogado.

  • Governo institui novas regras e atendimento humano para o SAC

    Governo institui novas regras e atendimento humano para o SAC

    Novas Diretrizes para o Atendimento ao Consumidor

    O governo instituiu recentemente novas regras para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). A principal mudança trazida pela regulamentação é a exigência expressa de opções de atendimento humano. Esta atualização normativa demanda que as empresas revisem e adaptem seus canais de comunicação com o público.

    O Equilíbrio entre Automação e Atendimento Humano

    Nos últimos anos, o mercado observou uma forte tendência de automação nos serviços de suporte, com a ampla adoção de assistentes virtuais e ferramentas digitais. Embora essas tecnologias ofereçam eficiência e otimização de custos operacionais, as novas regras do governo determinam que a automação não pode substituir integralmente a disponibilidade de contato humano.

    A obrigatoriedade do atendimento humano visa garantir que os consumidores tenham suas demandas resolvidas de forma clara, especialmente em situações onde o atendimento automatizado se mostra insuficiente. Para as empresas, isso significa a necessidade de reestruturar as centrais de atendimento, garantindo que a transição entre o sistema automatizado e o atendente humano ocorra de maneira fluida.

    Impactos no Compliance e na Governança

    A adequação às novas regras do SAC é uma questão central de conformidade regulatória. Empresas que operam no Brasil, incluindo investidores estrangeiros que mantêm operações voltadas ao consumidor local, precisam auditar seus processos atuais de suporte.

    A falta de alinhamento às normas governamentais pode expor as companhias a riscos regulatórios e danos reputacionais. A gestão de canais de atendimento deve ser tratada como um pilar da governança corporativa, assegurando transparência e respeito às diretrizes de consumo.

    Considerações Práticas para as Empresas

    Diante do novo cenário, executivos e gestores devem mapear a jornada de atendimento de suas operações. É fundamental avaliar se os canais atuais disponibilizam a opção de atendimento humano de forma clara e acessível, conforme instituído pelo governo. A revisão de processos internos e o treinamento de equipes são passos indispensáveis para garantir a conformidade com as novas exigências do SAC.

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  • STJ avalia quebra de sigilo de usuários por avaliação negativa

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou a análise de um caso que discute os limites da privacidade em plataformas digitais. O tribunal avalia se empresas de transporte por aplicativo, como a Uber, podem ser obrigadas a fornecer os dados de passageiros que registraram avaliações negativas sobre os serviços prestados.

    O critério do indício de ato ilícito

    Durante o julgamento, o ministro relator do processo apresentou seu voto definindo um limite claro para a quebra de sigilo dessas informações. O entendimento proposto é de que a plataforma só deve ser obrigada a liberar os dados do usuário caso exista algum indício de ato ilícito.

    Na prática, isso indica que uma simples avaliação negativa ou nota baixa não seria justificativa suficiente para expor a identidade do passageiro. A liberação das informações exigiria elementos que apontassem para o cometimento de uma infração ou conduta irregular por parte do avaliador.

    Suspensão por pedido de vista

    O processo, no entanto, ainda não tem uma decisão definitiva. O julgamento foi suspenso após um pedido de vista. Esse mecanismo legal ocorre quando um dos ministros do tribunal solicita mais tempo para examinar os detalhes do processo antes de registrar o seu voto.

    O desfecho dessa discussão será acompanhado com atenção pelo setor de tecnologia. A decisão final do STJ ajudará a balizar as políticas de privacidade das empresas e a forma como as plataformas digitais lidam com requisições judiciais de dados de seus usuários no Brasil.

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  • STJ: JCP compõe base de PIS e Cofins no regime cumulativo

    STJ: JCP compõe base de PIS e Cofins no regime cumulativo

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão relevante para o ambiente de negócios e investimentos no Brasil. O tribunal definiu que os valores pagos a acionistas a título de Juros sobre Capital Próprio (JCP) compõem a base de cálculo do PIS e da Cofins, quando a empresa recebedora estiver sujeita ao regime cumulativo.

    O que são JCP e o regime cumulativo?

    Para compreender o impacto da decisão, é importante definir os conceitos envolvidos. Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) representam uma forma de remuneração paga pelas empresas aos seus acionistas ou sócios, servindo como uma alternativa à distribuição de dividendos.

    O PIS e a Cofins são tributos federais que incidem sobre as receitas das empresas. No sistema tributário brasileiro, o regime cumulativo é um método de apuração em que os tributos incidem de forma direta sobre o faturamento, sem a possibilidade de descontar créditos gerados em operações anteriores.

    Impacto para investidores e empresas

    Com o entendimento firmado pelo STJ, fica estabelecido que a receita financeira decorrente do recebimento de JCP deve ser tributada pelo PIS e pela Cofins nas empresas que apuram esses impostos pela sistemática cumulativa.

    Essa definição afeta diretamente o planejamento corporativo e a estruturação de investimentos, incluindo o capital estrangeiro. Ao prever o retorno sobre o investimento por meio de JCP, os acionistas que operam sob esse regime tributário específico precisarão contabilizar a incidência desses tributos federais sobre os valores recebidos.

    Considerações práticas

    A decisão do tribunal superior traz uma diretriz clara sobre a composição da base de cálculo tributária nessas operações. Empresas, fundadores e investidores estrangeiros devem observar como esse entendimento se aplica às suas estruturas de capital e políticas de remuneração de sócios para assegurar a conformidade fiscal.

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  • Atraso em Circular de Oferta Invalida Pré-Contrato de Franquia

    Atraso em Circular de Oferta Invalida Pré-Contrato de Franquia

    A estruturação de uma rede de franquias exige atenção rigorosa aos documentos que formalizam a relação comercial entre a marca e o investidor. Uma discussão recente no cenário jurídico brasileiro, noticiada pelo portal Consultor Jurídico, destaca uma regra fundamental para a segurança do setor varejista: o atraso na entrega da circular de oferta invalida o pré-contrato de franquia.

    O papel da circular de oferta nos negócios

    A circular de oferta é o documento central na fase de negociação de uma franquia. Ela funciona como um detalhamento completo do negócio, apresentando ao potencial franqueado as informações financeiras, jurídicas e operacionais necessárias para uma avaliação criteriosa. O propósito principal desse documento é garantir a transparência absoluta antes que qualquer compromisso financeiro ou jurídico definitivo seja firmado entre as partes.

    Para investidores e executivos, a análise prévia desse documento é a principal ferramenta de mitigação de riscos na expansão de negócios por meio de franquias.

    O impacto do atraso no pré-contrato

    O pré-contrato de franquia é um acordo preliminar. Ele estabelece as intenções e as bases para a futura assinatura do contrato definitivo de franquia. No entanto, a validade e a exigibilidade desse acordo preliminar estão diretamente condicionadas à apresentação tempestiva da circular de oferta.

    Conforme apontado na notícia, quando a empresa franqueadora atrasa a entrega desse documento essencial, o investidor é privado do tempo necessário para analisar os riscos e as obrigações do negócio. A consequência jurídica para essa falha de procedimento é severa: o atraso gera a invalidação do pré-contrato. Com a anulação, as partes são desobrigadas dos compromissos preliminares que haviam assumido.

    Considerações práticas para o varejo

    Para empresas que operam ou pretendem operar no modelo de franquias, a formalidade na entrega de documentos é um requisito de validade do negócio, e não uma mera etapa burocrática. A estruturação comercial deve prever controles internos rigorosos para comprovar que a apresentação das informações ocorreu no momento correto.

    • Transparência: A relação de franquia exige boa-fé desde as negociações preliminares.
    • Controle documental: É fundamental manter registros claros sobre quando os documentos informativos foram entregues ao potencial parceiro comercial.
    • Segurança jurídica: O cumprimento dos prazos de entrega protege tanto a marca franqueadora contra questionamentos futuros quanto o investidor contra decisões precipitadas.

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  • STF debate capital estrangeiro em sites de notícias

    STF debate capital estrangeiro em sites de notícias

    O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para analisar uma questão de grande relevância para o setor de comunicação e para investidores internacionais: a presença de capital estrangeiro em sites de notícias.

    Mudança para o plenário físico

    O debate ganhou um novo desdobramento prático. O ministro Flávio Dino decidiu levar a discussão sobre o tema para o plenário físico da Corte. Essa transição para o julgamento tradicional, em oposição ao ambiente virtual assíncrono, costuma indicar a complexidade do tema e permite uma troca de argumentos mais aprofundada entre os ministros sobre os impactos da medida.

    Impacto para o mercado de mídia

    A definição sobre as regras para o investimento estrangeiro em portais jornalísticos é aguardada com atenção pelo mercado. Para empresas de mídia digital e investidores de fora do Brasil, a futura decisão do STF será fundamental para estabelecer os parâmetros legais e trazer segurança jurídica na estruturação de negócios e aportes financeiros no setor.

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  • STF forma maioria por imunidade de ITBI para setor imobiliário

    STF forma maioria por imunidade de ITBI para setor imobiliário

    Decisão no Supremo Tribunal Federal

    O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria em um julgamento focado na imunidade do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) aplicável a empresas imobiliárias. O tema atrai a atenção de investidores, incluindo o capital estrangeiro, que buscam segurança jurídica ao estruturar operações e negócios no Brasil.

    O conceito de imunidade no ITBI

    O ITBI é um tributo cobrado pelos municípios sempre que ocorre a transferência onerosa de propriedades imobiliárias. A discussão em pauta no STF aborda o direito de empresas cuja atividade principal é o setor imobiliário de obterem a imunidade desse imposto. A formação de maioria na Suprema Corte é um passo fundamental que indica a direção do entendimento dos ministros sobre os limites e a aplicação dessa regra tributária para as companhias do setor.

    Relevância para o mercado e investidores estrangeiros

    Para fundadores, executivos e investidores internacionais que alocam recursos no mercado imobiliário brasileiro, o desfecho de julgamentos no STF sobre tributação define o cenário de estruturação de ativos. A clareza sobre a imunidade do ITBI afeta o planejamento financeiro, os custos de transação e a forma como as empresas organizam a movimentação de seus imóveis.

    Acompanhar a consolidação da jurisprudência, ou seja, o conjunto de decisões dos tribunais superiores, permite que as empresas ajustem suas práticas comerciais à interpretação definitiva da lei.

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  • Conversão de Dívida em Capital na China

    Conversão de Dívida em Capital na China

    Com a atualização da Lei Societária da China, o artigo 48 passou a aceitar expressamente os direitos de crédito como uma forma válida de integralização de capital social. Essa mudança legislativa trouxe à tona uma questão relevante para investidores e empresas: como um acionista pode compensar um crédito que possui contra a própria companhia para cumprir sua obrigação de aporte de capital, fora de um cenário de insolvência. Essa operação é conhecida no mercado como conversão de dívida em participação societária.

    O artigo 19 do projeto de interpretação judicial da Lei Societária também reconhece essas conversões, o que indica uma tendência prática discernível no ambiente de negócios chinês. No entanto, a análise das decisões judiciais recentes demonstra que os tribunais continuam aplicando um escrutínio rigoroso e focado na substância dessas operações.

    A Mudança de Postura na Legislação Chinesa

    Antes da implementação da nova Lei Societária, os direitos de crédito não eram reconhecidos como forma de integralização de capital. Os tribunais adotavam uma postura cautelosa em relação à conversão de dívida em capital por parte dos acionistas, embora as fundamentações variassem.

    A maioria das decisões considerava que a obrigação de aporte de capital de um acionista tem natureza estatutária. Isso significa que ela é distinta de uma dívida quirografária geral (sem garantias). Por essa razão, as regras comuns de compensação não se aplicavam, impedindo que o acionista usasse unilateralmente seu crédito para satisfazer a obrigação de aporte.

    Outras decisões baseavam-se nas regras de insolvência. O argumento era que a compensação poderia prejudicar outros credores da empresa, mesmo que a companhia ainda não tivesse entrado em um processo formal de falência. Hoje, com a nova legislação oferecendo uma base jurídica mais firme, a prática é permitida, mas os tribunais mantêm uma análise criteriosa.

    Os Quatro Critérios para a Validação da Conversão

    A jurisprudência chinesa desenvolveu requisitos específicos para garantir a validade da conversão de dívida em capital. Os principais fatores avaliados são:

    1. Dívidas Genuínas e Legalmente Válidas

    Como essas conversões costumam se apoiar em resoluções da empresa ou acordos internos, elas frequentemente carecem de visibilidade externa. Por isso, os tribunais exigem provas robustas da autenticidade da dívida. Além dos contratos principais, os juízes examinam registros de entrega e execução, como faturas e extratos bancários, para verificar se houve um consenso genuíno.

    No caso Wang et al v Beijing Guanjing Investment Management Co (2023), o tribunal rejeitou a alegação de dívida de um acionista devido a lacunas na plausibilidade comercial e nos registros de execução. Da mesma forma, no processo Qiong 97 Min Zhong No. 420 (2025), o Tribunal Popular Intermediário nº 2 de Hainan rejeitou um recurso, decidindo que materiais corporativos internos, como comprovantes contábeis e formulários de despesas, não podiam estabelecer uma dívida válida.

    2. Solvência e Proteção aos Credores

    A conversão de dívida em capital só é juridicamente sólida se a empresa permanecer solvente e os interesses dos credores forem protegidos. Os tribunais avaliam a situação financeira da companhia no momento exato da compensação. O objetivo é evitar que acionistas burlem seus deveres de aporte durante crises financeiras. Converter dívidas de acionistas durante dificuldades financeiras privilegia esse acionista sobre os demais credores, prejudicando a recuperação justa de crédito.

    Os tribunais geralmente consideram uma empresa insolvente quando a execução contra seus ativos foi formalmente suspensa. Alternativamente, podem considerar que um negócio é incapaz de pagar suas dívidas se tiver obrigações pendentes e houver cessado os pagamentos, conforme demonstrado na revisão de novo julgamento civil Su Min Shen No. 1584 (2026) perante o Tribunal Popular Superior da Província de Jiangsu.

    3. Resoluções Societárias e Registro Público

    Os tribunais revisam as resoluções dos acionistas para confirmar a validade das conversões. Para proteger os interesses de terceiros, o precedente legal exige que as empresas atualizem seus contratos sociais e registrem essas modificações nos órgãos corporativos competentes.

    Ao julgar a disputa de contrato de venda Ma Ning et al v Shouhe Jiye Building Materials (Beijing) Co (2021), o tribunal estabeleceu que a conversão de dívida de acionista em capital exige uma resolução formal alterando o contrato social da empresa, seguida da submissão ao registro público de empresas.

    4. Contratos de Conversão e Avaliação de Terceiros

    Em determinados casos, os tribunais também examinam se os acionistas que estão convertendo a dívida assinaram contratos dedicados especificamente a essa finalidade, além de exigirem avaliações independentes para atestar a regularidade dos valores envolvidos na transação.

    Conclusão Prática

    A aceitação da conversão de dívida em capital pela nova Lei Societária da China traz novas alternativas para a estruturação de investimentos. Contudo, a segurança da operação depende de documentação probatória rigorosa, transparência nos registros públicos e estrita observância da saúde financeira da empresa no momento da transação.

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  • Due diligence e a designação de facções como terroristas

    Due diligence e a designação de facções como terroristas

    O impacto das classificações internacionais no Brasil

    A classificação de organizações e facções como grupos terroristas por autoridades estrangeiras, como os Estados Unidos, gera repercussões diretas no ambiente de negócios brasileiro. O tema foi recentemente debatido em um painel do JOTA Global, que destacou como essa medida muda as regras do jogo para as empresas que operam no país.

    Para investidores estrangeiros e executivos, compreender essa dinâmica é fundamental. A designação feita pelo governo norte-americano não afeta apenas a esfera criminal, mas traz obrigações imediatas de conformidade para o setor privado, alterando a forma como as companhias conduzem suas operações e parcerias no mercado brasileiro.

    O papel central da due diligence

    O principal ponto de atenção discutido no painel envolve a adaptação dos processos de due diligence. A due diligence, ou diligência prévia, é o procedimento de investigação e auditoria que as empresas realizam antes de concretizar negócios, contratar terceiros ou formalizar fusões e aquisições.

    Com a designação de facções locais como organizações terroristas pelos Estados Unidos, os procedimentos de checagem corporativa precisam ser significativamente aprimorados. As empresas passam a ter o desafio de garantir, com maior rigor, que não estão se envolvendo ou transacionando, ainda que de forma indireta, com entidades ou indivíduos ligados a esses grupos sancionados.

    Governança e mitigação de riscos

    A mudança no cenário exige que as companhias revisem suas matrizes de risco. Para empresas com capital estrangeiro, especialmente aquelas envolvidas no eixo de investimentos transfronteiriços, a conformidade com as diretrizes internacionais torna-se um elemento crítico de governança corporativa.

    A ausência de controles adequados pode expor as organizações a riscos operacionais e reputacionais. Portanto, o aprimoramento contínuo das investigações prévias e o monitoramento da cadeia de fornecedores são passos indispensáveis para a segurança dos negócios no Brasil.

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  • STF define regras para multa na distribuição de lucros

    STF define regras para multa na distribuição de lucros

    O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu as condições necessárias para a aplicação de multas a empresas devedoras que realizam a distribuição de lucros aos seus sócios ou acionistas. A decisão traz contornos mais definidos para a gestão financeira e tributária das companhias que operam no Brasil.

    Requisitos para a aplicação da multa

    De acordo com a definição do tribunal, a imposição de multa por distribuição de lucros a empresas em situação de débito não é automática. Para que a penalidade seja válida, existem critérios que as autoridades devem observar rigorosamente.

    Entre os requisitos centrais estabelecidos pelo STF, destacam-se:

    • A necessidade de constituição definitiva do crédito tributário;
    • A respectiva inscrição desse crédito em dívida ativa.

    Compreendendo os conceitos

    Para o ambiente de negócios, especialmente para investidores estrangeiros e executivos não familiarizados com a terminologia legal, é importante compreender o significado prático desses termos.

    A constituição definitiva indica que o valor cobrado pelo Fisco já passou por todas as fases de discussão e não pode mais ser questionado na esfera administrativa. Já a inscrição em dívida ativa representa o registro formal pelo governo de que a empresa possui um débito consolidado e exigível.

    Isso significa que apenas quando essas etapas processuais estão totalmente concluídas é que a empresa devedora fica, de fato, sujeita à penalidade caso decida distribuir lucros.

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