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  • STF forms a majority on cargo insurance by carriers

    STF forms a majority on cargo insurance by carriers

    The STF (Brazil’s Supreme Federal Court) has formed a majority of votes to determine that the obligation to purchase cargo insurance falls on the carrier. The decision has a direct impact on the transport and logistics sector in Brazil, redefining insurance responsibilities in the movement of goods.

    The context of the STF decision

    The formation of a majority in the STF indicates that most of the Court’s justices have already voted in favor of the thesis that the transport company, and not necessarily the owner of the goods, holds the primary responsibility for purchasing the insurance policy against transport risks. Cargo insurance is the legal and financial instrument that protects the value of transported goods against loss, damage, or theft during transit.

    Although the majority is already formed, the trial may still undergo developments before its formal conclusion and the publication of the appellate decision (the final written ruling).

    The position of the CNI

    Given the progress of the trial in the Supreme Court, the CNI (National Confederation of Industry) intervened in the process. The entity representing the industrial sector requested that the trial be postponed for 180 days.

    The CNI’s central argument for the suspension request is the existence of ongoing legislative proposals in the National Congress that address the same topic. The confederation argues that the debate within the Legislative Branch should be awaited, thus preventing a final judicial decision from conflicting with a potential new law on cargo transport insurance.

    Perspectives for the sector

    The definition of who must purchase the insurance affects cost structuring, freight pricing, and risk management in logistics operations. Companies operating in the supply chain, whether shippers or carriers, should monitor the conclusion of the STF trial and the progress of the bills in Congress to adapt their commercial practices and transport contracts to the new legal guidelines.

    This content is for informational purposes only and does not constitute legal advice. For guidance on specific matters, consult a qualified lawyer.

  • STF forma maioria sobre seguro de carga por transportadores

    STF forma maioria sobre seguro de carga por transportadores

    O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos no sentido de determinar que a obrigatoriedade de contratação do seguro de carga recaia sobre o transportador. A decisão tem impacto direto no setor de transporte e logística no Brasil, redefinindo as responsabilidades securitárias na movimentação de mercadorias.

    O contexto da decisão no STF

    A formação de maioria no STF indica que a maior parte dos ministros da Corte já proferiu voto favorável à tese de que cabe à empresa transportadora, e não necessariamente ao dono da mercadoria, a responsabilidade primária pela contratação da apólice de seguro contra riscos de transporte. O seguro de carga é o instrumento jurídico e financeiro que protege o valor dos bens movimentados contra perdas, danos ou roubos durante o trajeto.

    Embora a maioria já esteja formada, o julgamento ainda pode sofrer desdobramentos antes da sua conclusão formal e da publicação do acórdão (a decisão final escrita).

    O posicionamento da CNI

    Diante do avanço do julgamento na Suprema Corte, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) interveio no processo. A entidade representante do setor industrial solicitou que o julgamento seja adiado por 180 dias.

    O argumento central da CNI para o pedido de suspensão é a existência de propostas legislativas em curso no Congresso Nacional que tratam do mesmo tema. A confederação defende que o debate no âmbito do Poder Legislativo deve ser aguardado, evitando assim que uma decisão judicial definitiva conflite com uma eventual nova lei sobre o seguro de transporte de cargas.

    Perspectivas para o setor

    A definição sobre quem deve contratar o seguro afeta a estruturação de custos, a precificação de fretes e a gestão de riscos nas operações logísticas. Empresas que atuam na cadeia de suprimentos, sejam embarcadores ou transportadores, devem acompanhar a conclusão do julgamento no STF e o andamento dos projetos de lei no Congresso para adequar suas práticas comerciais e contratos de transporte às novas diretrizes jurídicas.

    Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Para orientação sobre casos concretos, consulte um advogado.

  • STF(巴西联邦最高法院)就承运人购买货物保险形成多数意见

    STF(巴西联邦最高法院)就承运人购买货物保险形成多数意见

    巴西联邦最高法院(STF)已形成多数票,决定购买货物保险的义务应由承运人承担。该决定对巴西的运输和物流行业产生直接影响,重新界定了货物运输过程中的保险责任。

    STF决定的背景

    STF形成多数意见意味着该法院的大多数大法官已经投票支持这一论点:购买运输风险保单的主要责任在于运输公司,而不一定是货物所有者。货物保险是一种法律和金融工具,用于保护运输货物的价值免受途中丢失、损坏或被盗的影响。

    尽管多数意见已经形成,但在正式结束审理并发布判决书(最终的书面决定)之前,该审理仍可能出现新的进展。

    CNI的立场

    鉴于最高法院审理的推进,巴西全国工业联合会(CNI)介入了此案。作为工业界的代表机构,该组织请求将审理推迟180天。

    CNI申请暂停审理的核心理由是,巴西国民大会(国会)目前正在审议涉及同一主题的立法提案。该联合会主张,应等待立法机关的辩论结果,从而避免最终的司法决定与未来可能出台的货物运输保险新法律发生冲突。

    行业前景

    关于由谁购买保险的界定将影响物流业务中的成本结构、运费定价和风险管理。供应链中的企业,无论是托运人还是承运人,都应密切关注STF审理的结论以及国会法案的进展,以便根据新的法律指导方针调整其商业惯例和运输合同。

    本内容仅供参考,不构成法律意见。如需针对具体情况的指导,请咨询专业律师。

  • Risks in the Invalidation of Working Hours Compensation Agreements

    Risks in the Invalidation of Working Hours Compensation Agreements

    Working hours management is one of the areas requiring the most attention in corporate administration. Recently, discussions regarding the invalidation of working hours compensation agreements have gained prominence in the legal landscape, especially with the analysis of Theme 19 of Repetitive Appeals by the TST (Brazil’s Superior Labor Court). Understanding these rules is essential for executives and human resources managers seeking to mitigate labor liabilities.

    What is a working hours compensation agreement?

    A compensation agreement is a legal arrangement that allows an employee to work a few extra hours on certain days in order to take time off or work less on others. The most common example in the Brazilian corporate environment is adding daily minutes from Monday to Thursday to eliminate Saturday shifts. When this agreement is formalized and executed correctly, the company does not need to pay overtime for the additional hours worked on the compensation days.

    How does the invalidation of the agreement occur?

    The invalidation of this agreement happens when the agreed rules are not followed in daily practice. The main reason Labor Courts annul the validity of the compensation is the habitual performance of overtime. If the employee routinely exceeds the hour limit stipulated for compensation, courts understand that the agreement has lost its original purpose, which was precisely to avoid excessive working hours.

    Financial impacts and TST’s Theme 19

    When the agreement is judicially invalidated, there is a need to reassess how the hours worked should be remunerated. Theme 19 of Repetitive Appeals at the TST addresses exactly the practical and financial consequences of this invalidation on the calculation and payment of overtime.

    The central discussion in the courts involves defining the form of remuneration: whether the company must pay the full overtime rate, which includes the regular hour plus the overtime premium, or only the overtime premium for those hours that had already been compensated but exceeded the daily limit. The clear definition of these criteria through repetitive appeals ensures greater legal certainty, as it standardizes decisions in lower courts and helps companies accurately calculate potential labor liabilities.

    Best practices for corporate governance

    To avoid the invalidation of the compensation agreement and unforeseen overtime costs, companies should adopt strict time-tracking controls and actively monitor their teams’ work routines. It is essential to ensure that employees respect the daily working hour limits established in the agreement. The requirement of habitual overtime should be avoided, thereby preserving the validity of the compensation and the financial health of the organization.

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  • 工作时间补偿协议失效的风险

    工作时间补偿协议失效的风险

    工作时间管理是企业管理中最需要关注的环节之一。近期,关于工作时间补偿协议失效的讨论在法律界引起了广泛关注,特别是TST(巴西高级劳工法院)对第19号重复上诉主题的审理。对于希望降低劳工风险的高管和人力资源管理者而言,了解这些规则至关重要。

    什么是工作时间补偿协议?

    补偿协议是一项合法的安排,允许员工在某些日子多工作几小时,以便在其他日子休息或少工作。在巴西企业环境中,最常见的例子是周一至周四每天增加几分钟的工作时间,从而取消周六的工作。如果该协议得到正式签署并正确执行,企业无需为补偿日额外工作的时间支付加班费。

    协议为何会失效?

    当日常实际操作未遵守约定的规则时,该协议就会失效或被认定为无效。劳工法院取消补偿协议效力的主要原因是员工经常性加班。如果员工经常超出为补偿而设定的工时上限,法院会认为该协议失去了其最初的目的,即避免工作时间过长。

    财务影响与TST第19号主题

    当协议被法院判定无效时,就需要重新评估应如何支付已工作时间的报酬。TST的第19号重复上诉主题正是探讨这种失效在计算和支付加班费方面所产生的实际和财务后果。

    法院讨论的核心在于确定薪酬支付方式:企业是应该支付全额加班费(即正常工时费加上加班附加费),还是仅对那些已经补偿但超出每日上限的时间支付加班附加费。通过重复上诉机制明确这些标准,可以确保更高的法律确定性,因为它统一了下级法院的裁决,并帮助企业准确计算潜在的劳工负债。

    企业治理的最佳实践

    为了避免补偿协议失效以及产生不可预见的加班费用,企业应采取严格的考勤控制,并积极监控团队的日常工作。确保员工遵守协议中规定的每日工时上限至关重要。应避免要求员工经常性加班,从而维护补偿协议的有效性和组织的财务健康。

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  • Riscos na Descaracterização da Compensação de Jornada

    Riscos na Descaracterização da Compensação de Jornada

    A gestão da jornada de trabalho é um dos pontos que mais demandam atenção na administração de empresas. Recentemente, as discussões sobre a descaracterização do acordo de compensação de jornada ganharam destaque no cenário jurídico, especialmente com a análise do Tema 19 de Recursos Repetitivos pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Entender essas regras é essencial para executivos e gestores de recursos humanos que buscam mitigar riscos trabalhistas.

    O que é o acordo de compensação de jornada?

    O acordo de compensação é um ajuste legal que permite ao funcionário trabalhar algumas horas a mais em determinados dias para folgar ou trabalhar menos em outros. O exemplo mais comum no ambiente corporativo brasileiro é o acréscimo de minutos diários de segunda a quinta-feira para eliminar o expediente aos sábados. Quando esse acordo é formalizado e executado corretamente, a empresa não precisa pagar horas extras pelas horas adicionais trabalhadas nos dias de compensação.

    Como ocorre a descaracterização do acordo?

    A descaracterização, ou invalidação, desse acordo acontece quando as regras combinadas não são cumpridas na prática diária. O principal motivo para que a Justiça do Trabalho anule a validade da compensação é a prestação habitual de horas extras. Se o funcionário rotineiramente ultrapassa o limite de horas que havia sido estipulado para a compensação, os tribunais entendem que o acordo perdeu sua finalidade original, que era justamente evitar o excesso de jornada.

    Os impactos financeiros e o Tema 19 do TST

    Quando o acordo é invalidado judicialmente, surge a necessidade de reavaliar como as horas trabalhadas devem ser remuneradas. O Tema 19 de Recursos Repetitivos do TST aborda exatamente as consequências práticas e financeiras dessa descaracterização no cálculo e no pagamento de horas extras.

    A discussão central nos tribunais envolve definir a forma de remuneração: se a empresa deve pagar a hora extra completa, que inclui a hora normal acrescida do adicional, ou apenas o adicional de horas extras para aquelas horas que já haviam sido compensadas, mas que ultrapassaram o limite diário. A definição clara desses critérios por meio de recursos repetitivos garante maior segurança jurídica, pois padroniza as decisões em instâncias inferiores e ajuda as empresas a calcularem com precisão o potencial passivo trabalhista.

    Boas práticas para a governança corporativa

    Para evitar a descaracterização do acordo de compensação e os custos imprevistos com horas extras, as empresas devem adotar controles de ponto rigorosos e monitorar ativamente a rotina de trabalho de suas equipes. É fundamental garantir que os funcionários respeitem os limites diários de jornada estabelecidos no acordo. A exigência de horas extras habituais deve ser evitada, preservando assim a validade da compensação e a saúde financeira da organização.

    Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Para orientação sobre casos concretos, consulte um advogado.

  • Update on NDRC Rules for Chinese Investments

    Update on NDRC Rules for Chinese Investments

    Recent publications from specialized Asian law outlets, such as China Law Insight, indicate that China’s National Development and Reform Commission (NDRC) is refining its rules applicable to Chinese outbound investments. For Brazilian executives, founders, and managers dealing with foreign capital, understanding the role of this agency is a fundamental step in structuring international business.

    What is the NDRC and what is its function?

    The NDRC is China’s main economic planning body. Among its various responsibilities, the agency regulates and supervises the flow of Chinese capital leaving the country for acquisitions, mergers, or the establishment of companies abroad—known as Foreign Direct Investment (FDI).

    In practice, when a Chinese company decides to invest in a Brazilian company, it generally needs to go through an approval or registration process with the NDRC, in addition to other local regulatory bodies. This procedure ensures that the investment aligns with the Chinese government’s macroeconomic and strategic guidelines.

    The impact of regulatory changes abroad

    Although the specific details of the recent regulatory refinements are still being mapped by the market, any alteration in the NDRC’s guidelines tends to generate practical effects in the countries receiving these investments. Historically, updates to these rules pursue two main objectives:

    • Process optimization: Simplifying registration for investments in sectors considered strategic or low-risk.
    • Greater control: Increasing rigor and compliance regarding capital outflow in sensitive industries.

    For the Brazilian market, which is one of the main destinations for Chinese capital in Latin America, these movements in Beijing can directly influence the timeline of corporate transactions. Sectors such as infrastructure, energy, technology, and agribusiness are frequently impacted by the agility or rigor of regulatory approvals at the capital’s origin.

    Practical considerations for Brazilian companies

    Structuring transactions involving foreign capital requires a global perspective. When a Brazilian company enters into negotiations with Chinese investors, it is prudent to consider the timing and requirements of foreign regulatory bodies at the initial phase of the project.

    Some recommended practices include:

    • Discussing openly with the investor the need for prior NDRC approval.
    • Including contractual clauses that provide realistic deadlines for closing the deal, considering the review time of international bodies.
    • Monitoring global regulatory trends to anticipate potential documentary requirements.

    The refinement of outbound investment rules by China demonstrates the dynamism of the global market. Monitoring these updates allows Brazilian companies to structure safer and more predictable transactions.

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  • Atualização nas Regras da NDRC para Investimentos Chineses

    Atualização nas Regras da NDRC para Investimentos Chineses

    Publicações recentes de veículos especializados em direito asiático, como o China Law Insight, indicam que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) está refinando as suas regras aplicáveis a investimentos chineses no exterior. Para executivos, fundadores e gestores brasileiros que lidam com capital estrangeiro, compreender o papel dessa agência é um passo fundamental na estruturação de negócios internacionais.

    O que é a NDRC e qual a sua função?

    A NDRC é o principal órgão de planejamento econômico da China. Entre as suas diversas atribuições, a agência é responsável por regular e supervisionar o fluxo de capital chinês que sai do país para aquisições, fusões ou aberturas de empresas no exterior — o chamado Investimento Estrangeiro Direto (FDI, na sigla em inglês).

    Na prática, quando uma empresa chinesa decide investir em uma companhia no Brasil, ela geralmente precisa passar por um processo de aprovação ou registro na NDRC, além de outros órgãos reguladores locais. Esse procedimento garante que o investimento esteja alinhado com as diretrizes macroeconômicas e estratégicas do governo chinês.

    O impacto de mudanças regulatórias no exterior

    Embora os detalhes específicos dos recentes refinamentos regulatórios ainda estejam sendo mapeados pelo mercado, qualquer alteração nas diretrizes da NDRC tende a gerar efeitos práticos nos países que recebem esses investimentos. Historicamente, atualizações nessas regras buscam dois objetivos principais:

    • Otimização de processos: Simplificar o registro para investimentos em setores considerados estratégicos ou de baixo risco.
    • Maior controle: Aumentar o rigor e a conformidade (compliance) sobre a saída de capital em indústrias sensíveis.

    Para o mercado brasileiro, que é um dos principais destinos do capital chinês na América Latina, essas movimentações em Pequim podem influenciar diretamente o cronograma de operações societárias. Setores como infraestrutura, energia, tecnologia e agronegócio são frequentemente impactados pela agilidade ou pelo rigor das aprovações regulatórias na origem do capital.

    Considerações práticas para empresas brasileiras

    A estruturação de operações envolvendo capital estrangeiro exige uma visão global. Quando uma empresa brasileira entra em negociação com investidores chineses, é prudente considerar o tempo e os requisitos dos órgãos reguladores estrangeiros já na fase inicial do projeto.

    Algumas práticas recomendadas incluem:

    • Discutir abertamente com o investidor sobre a necessidade de aprovação prévia da NDRC.
    • Incluir cláusulas contratuais que prevejam prazos realistas para a conclusão do negócio, considerando o tempo de análise dos órgãos internacionais.
    • Acompanhar as tendências regulatórias globais para antecipar possíveis exigências documentais.

    O refinamento das regras de investimento no exterior pela China demonstra a dinamicidade do mercado global. Acompanhar essas atualizações permite que as empresas brasileiras estruturem operações mais seguras e previsíveis.

    Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Para orientação sobre casos concretos, consulte um advogado.

  • 中国发改委(NDRC)更新境外投资规则

    中国发改委(NDRC)更新境外投资规则

    近期,如China Law Insight等亚洲法律专业媒体的报道指出,中国国家发展和改革委员会(NDRC)正在完善适用于中国境外投资的规则。对于处理外国资本的巴西高管、创始人和管理者而言,了解该机构的作用是构建国际业务的关键一步。

    什么是NDRC及其职能?

    NDRC是中国主要的经济规划机构。在其众多职责中,该机构负责监管中国资本流出境外进行收购、合并或设立企业的活动,即所谓的外国直接投资(FDI)。

    在实践中,当一家中国企业决定投资巴西公司时,除了其他地方监管机构外,通常还需要经过NDRC的审批或备案程序。这一程序确保投资符合中国政府的宏观经济和战略方针。

    监管变化对境外的影响

    尽管市场仍在了解近期监管完善的具体细节,但NDRC指南的任何变化往往会对接受这些投资的国家产生实际影响。从历史上看,这些规则的更新主要追求两个目标:

    • 优化流程:简化被视为具有战略意义或低风险行业的投资备案。
    • 加强控制:提高敏感行业资本流出的严格程度和合规性(compliance)。

    对于作为中国资本在拉丁美洲主要目的地之一的巴西市场而言,北京的这些举措可能会直接影响公司交易的时间表。基础设施、能源、技术和农业综合企业等行业经常受到资本来源地监管审批的敏捷性或严格程度的影响。

    对巴西企业的实际建议

    涉及外国资本的交易架构需要具备全球视野。当巴西企业与中国投资者进行谈判时,在项目的初始阶段就考虑外国监管机构的时间和要求是明智的。

    一些推荐的做法包括:

    • 与投资者公开讨论是否需要NDRC的事先审批。
    • 在合同条款中设定切合实际的交易完成期限,将国际机构的审查时间纳入考量。
    • 关注全球监管趋势,以预见可能的文件要求。

    中国对境外投资规则的完善体现了全球市场的动态性。跟进这些更新有助于巴西企业构建更安全、更具可预测性的交易。

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  • Sócio de Fato e o Direito de Exigir Contas de Administradores

    Sócio de Fato e o Direito de Exigir Contas de Administradores

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão relevante para a governança corporativa e a resolução de conflitos societários no Brasil. O tribunal definiu que o ajuizamento de uma ação de exigir contas contra o administrador de uma empresa não demanda que o autor esteja formalmente incluído no contrato social. Para o STJ, basta a comprovação do vínculo jurídico com a sociedade.

    Para compreender o impacto desse entendimento, é importante esclarecer dois conceitos fundamentais no ambiente de negócios. A ação de exigir contas é um procedimento judicial no qual uma pessoa solicita que o responsável pela gestão de recursos apresente um detalhamento das receitas, despesas e investimentos. Já a figura do sócio de fato refere-se àquele que possui direitos e atua na dinâmica da empresa, mas ainda não tem seu nome oficialmente registrado nos atos constitutivos perante a Junta Comercial.

    A Natureza do Registro Societário

    No direito empresarial brasileiro, o registro público tem como principal função conferir publicidade aos atos da empresa e produzir efeitos perante terceiros. No entanto, a relação entre os próprios sócios ou investidores pode existir pela atuação conjunta e pela busca de uma atividade econômica comum, independentemente da regularização documental imediata.

    A decisão do STJ consolida a visão de que a ausência de formalidade não serve como escudo para administradores se furtarem ao dever de transparência. A gestão de recursos de terceiros exige prestação de contas contínua e documentada. O tribunal entende que a existência de uma sociedade ou de um vínculo de investimento não está condicionada exclusivamente à sua inscrição formal, protegendo assim o direito à informação daqueles que já integram a operação na prática.

    O Dever Fiduciário dos Administradores

    A administração de uma sociedade empresária carrega consigo deveres fiduciários inegociáveis, sendo a lealdade e a transparência os mais evidentes. Quando um executivo ou sócio-administrador assume a gestão do capital, ele atua em nome do interesse social e dos titulares desse capital. O entendimento do STJ reforça que esse dever fiduciário não é ativado apenas pelo registro na Junta Comercial, mas sim pela realidade da relação de negócios.

    Isso é especialmente crítico em cenários de investimento estrangeiro direto e operações transfronteiriças. Investidores internacionais frequentemente estruturam suas operações no Brasil por meio de veículos de investimento ou contratos de parceria que podem levar tempo para serem totalmente refletidos nos quadros societários formais. Saber que o sistema jurídico brasileiro permite a exigência de contas com base na realidade do vínculo jurídico confere maior previsibilidade ao capital estrangeiro.

    Impactos Práticos para Investidores e Executivos

    Esse entendimento traz implicações diretas para fundadores, investidores e executivos que atuam no mercado brasileiro. Em operações de fusões e aquisições (M&A), aportes de capital ou reestruturações societárias, é comum que ocorra um lapso temporal entre a assinatura de um acordo comercial e a efetiva alteração dos registros públicos.

    Para os administradores, a regra reforça a necessidade de manter controles financeiros rigorosos e uma governança corporativa sólida desde o início de qualquer arranjo societário. O dever de prestar contas existe mesmo para aqueles parceiros de negócios que ainda aguardam a formalização de sua entrada na sociedade.

    Por outro lado, para os investidores e sócios que ainda não constam no contrato social, a decisão reafirma a proteção de seus direitos patrimoniais. Para exercer esse direito, é fundamental que o investidor possua a documentação adequada, como contratos preliminares, memorandos de entendimentos ou acordos de investimento, que sejam capazes de provar o vínculo jurídico com a operação.

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